17 de ago. de 2012

Qualidade no atendimento? Nisso estamos atrasadíssimos !



Esse post é longo, mas se você realmente tem preocupação com a sua empresa e sabe que qualidade no atendimento vem antes de bons preços, estoques, etc: Vale a leitura.

Não é de hoje que o atendimento das empresas (ou pessoas) prestadoras de serviços no Brasil deixam muito a desejar.
Somos diariamente massacrados e levados ao máximo do stress por bancos, operadoras de telefonia móvel e fixa, empresas de TV a cabo, companhias aéreas, estacionamentos/vallets, restaurantes fast food, taxistas, pintores, planos de saúde, pedreiros, seguradoras, etc. Por aqui, são raros os serviços que funcionam: Correios é um raro bom exemplo de serviço que funciona.

Mas com a evolução das sociedades na difusão das informações pela internet, nas mobilizações e no recente aumento no nível exigências dos mercados, estamos absurdamente atrasados com relação a quaisquer países do mundo.
A diferença chega a ser crítica, e o pior, nós estamos acostumados (ou seria acomodados?) com essa péssima realidade. Me arrisco a dizer que levará muito tempo para atingirmos um patamar mediano e regular de atendimento.

Os eventos grandiosos que estão por vir como a Copa do Mundo de Futebol FIFA e Olimpíadas no Rio poderão nos acelerar de alguma forma para resolvermos essa questão, é o que espero. Inclusive torço para que não seja apenas para atender os “gringos” nesses períodos e que depois volte ao nosso “normal”.

Nós como consumidores devemos exigir altos níveis de qualidade, bem como boicotar empresas que não nos atendam bem como deveriam.

Abaixo há um relato claro e autoexplicativo feito por Carlos Mauricio Farjoun (do Blog AutoEntusiastas)
Trata-se de um exemplo pontual, mas que certamente pode ser observado em todos os ramos de atividades quando comparamos Europa e EUA com o nosso frágil e carente Brasil.

Foi postado em seu blog no dia 16 de agosto de 2012 com link direto: http://autoentusiastas.blogspot.com.br/2012/08/diametralmente-oposto.html


Há anos, nas viagens que faço aos EUA, costumo alugar carros na locadora Hertz. Indiscutivelmente é a maior locadora de veículos do mercado americano, a ponto de inspirar o slogan de sua maior concorrente, que nele assume a posição de segunda no mercado, a Avis. Este slogan é “We try harder” (nos esforçamos mais), em alusão ao fato de, por ser a segunda, tem que se esforçar mais no mercado para satisfazer o cliente.
Nos EUA, o serviço da Hertz é impecável. Lá há o Gold Member service, um serviço em que o cliente cadastra previamente todos os seus dados de carteira de motorista e de cartão de crédito e, ao chegar à locadora, encontra um painel com seu nome e o número do box onde está seu carro. Indo até o box, basta entrar no carro que o contrato de locação já está pronto em cima do painel e a chave está no contato.
Sendo assim, o cliente liga o carro, dirige-se à saída, apenas mostrando para o funcionário da guarita o contrato e a carteira de motorista. Estando tudo ok (nome no contrato igual ao na carteira e esta dentro da validade), abre-se a cancela e o cliente pode ir embora. Nada mais conveniente depois de um vôo de mais de 8 horas e de uma fila de imigração e alfândega do que ir direto para o carro sem ter que passar pelo balcão da locadora.
Na hora da devolução no aeroporto também é simples: Basta entrar no espaço destinado à devolução de carros da locadora, um funcionário vem até o carro, checa se o tanque está cheio, escaneia o código de barras do carro e o próprio scanner já imprime o fechamento do contrato e a fatura, que será cobrada diretamente no cartão de crédito. Se tudo estiver correto para o cliente, é só pegar as malas e seguir para a área de embarque, sem necessidade de ir ao balcão.
Na minha última viagem a Nova York, tive um pequeno problema na Hertz do aeroporto JFK: O carro não estava com o tanque cheio (a regra é pegar cheio e devolver cheio). Chamei o gerente para mostrar isto, ele pediu mil desculpas, imediatamente entrou no carro junto comigo, levou-o até uma bomba de gasolina dentro do espaço da locadora e completou o tanque, pedindo novamente desculpas pelo incômodo.
Além disso, haviam me dado um carro “intermediário”, superior ao “compacto” que eu havia reservado. Comentei isto com o gerente, no que ele me disse que quando há carros superiores disponíveis, eles costumam dar um upgrade como cortesia aos clientes “Gold Member”, mas que se eu fizesse questão de um compacto, ele conseguiria um para mim.
Numa outra ocasião, eu havia pegado um Mustang conversível em Los Angeles para viajar a Las Vegas, só que no meio da estrada eu não conseguia fazer funcionar a entrada auxiliar do rádio, para ouvir as minhas músicas. No dia seguinte, fui à Hertz do aeroporto de Las Vegas para perguntar como fazer para utilizar a entrada auxiliar. Após umas duas tentativas sem sucesso, o atendente constatou que a entrada estava com problemas e disse que trocaria meu carro. Argumentei que não imaginava que seria necessário trocar o carro, que por isso precisava ainda sair para encher o tanque antes de devolver. Ele disse que eu não me preocupasse com isso e no lugar do Mustang 2010 de 30.000 milhas rodadas ele me trouxe um reluzente Mustang 2011 com apenas 10.000 milhas.
De 2010 para 2011, o motor do Mustang foi trocado de um 4 litros e 210 hp por um 3,7 litros e 305 hp, imaginem a minha alegria ao perceber isto no acelerador. Depois, pesquisando na internet, vim a entender o por quê do 2011 ter um desempenho bem melhor que o 2010 (caros leitores, eu sei que estou devendo a vocês um post sobre a Route 66...).
Em ambos os casos, nada de preencher incontáveis formulários, tudo extremamente simples. No caso da troca do carro, o atendente pegou o documento antigo, imprimiu um novo documento na hora (puxou todos os dados do sistema) e me deu para assinar. E SÓ! Em menos de cinco minutos, estava liberado para ir embora. Nada de burocracia, tudo feito para funcionar.
A mentalidade deles é que resolver problema com carro alugado é um aborrecimento para o cliente e que isto deve ser reduzido ao mínimo possível. O cliente que está alugando um carro está longe de casa, de férias ou a trabalho, e não quer perder nenhum tempo de sua viagem resolvendo problemas, daí fazerem tudo para tornar tudo o mais simples possível para ele.
Impecáveis até na resolução de problemas. É assim o atendimento da Hertz nos EUA. O cliente é o rei e tudo deve ser feito para que ele tenha a melhor experiência possível com a empresa.
Não sei como poderia ser o “nos esforçamos mais” da Avis, se eles conseguem fazer melhor ainda, mas eu não poderia estar mais satisfeito com o atendimento da Hertz nos EUA.
Recentemente, a Hertz no Brasil tem feito boas promoções de tarifas, o que me fez começar a locar carros por ela também em viagens nacionais. Com os altíssimos preços cobrados pelos taxistas, é muito mais negócio locar um carro. Na tarifa promocional de fim de semana da Hertz, duas diárias de carro saem ironicamente pelo mesmo preço que os taxistas de Guarulhos cobram pela corrida só de ida até o centro de São Paulo. Pelo mesmo preço, eu vou e volto do aeroporto, ficando com o carro durante o final de semana inteiro, pagando a mais apenas o combustível.
Porém, foi uma grande surpresa para mim descobrir que o atendimento dela aqui está a anos-luz do que estou acostumado a receber da matriz americana. Para começar, tudo aqui é burocrático. Mesmo sendo Gold Member da Hertz, o que significa que ela já tem todos os meus dados em sistema, a cada vez que preciso alugar um carro, o procedimento é o mesmo: Tiram cópia da minha CNH (já devem ter umas quinze cópias dela arquivadas), preenchem todos os formulários como se eu fosse um novo cliente, confirmam meu endereço e telefone e todos os blablablas (pois é, eles têm acesso a meus dados no sistema!), o que me faz perder uns 15 minutos no balcão toda vez que chego ao aeroporto.
Isso quando não tem fila, que pode aumentar a espera para mais de meia hora. Feita a papelada, pega-se a van até o lugar onde ficam os carros de locadora. Chegando lá, novo procedimento: Um funcionário traz o carro e faz uma minuciosa inspeção, anotando em um relatório todos os defeitos de pintura, amassados, arranhões, etc. Após esta vistoria, o locatário tem que assiná-la e só então está liberado para sair.
O procedimento todo leva pelo menos meia hora, do momento que se chega ao balcão até sair com o carro pelos portões da locadora, um programão para quem está cansado chegando de um vôo! Para devolver o carro, outra vistoria, para constatar se o locatário não adicionou nenhum dano ao veículo. Não recomendo devolver o carro com pressa de pegar o vôo, o ideal é programar-se para chegar à locadora com vinte minutos de antecedência do horário em que deve estar no aeroporto, para evitar atrasos e estresse.
Mais diferentes ainda são no tratamento dos problemas. Em maio deste ano, cheguei em Guarulhos para retirar um carro reservado na Hertz. Ao pegar o carro, um Celta, notei que os pneus dianteiros estavam muito desbalanceados, tremendo até a 40 km/h. Retornei imediatamente à locadora, pedindo substituição do carro. O funcionário informou que não havia nenhum outro veículo desta categoria disponível e quis saber se realmente estava “tão desbalanceado assim”. Respondi-lhe que pretendia pegar estrada e que não pegaria com um carro com as rodas tremendo. Pois ele ainda saiu para verificar se realmente estava desbalanceado! A palavra do cliente não vale nada, não é?
Constatado o desbalanceamento e convencido de que eu não aceitaria o carro daquele jeito, ele ofereceu um outro carro que havia recém-retornado e estava todo sujo de barro, por dentro e por fora. Disse-lhe que aquele carro não estava em condições de ser locado e que não haveria como lavá-lo naquela hora (eram 23h30 de sexta-feira, minha reserva era para 22:30), que queria um carro limpo e em perfeito estado, como todo cliente merece.
Aí ele, sem saída, teve que fornecer um carro de categoria superior. Fui sair de lá depois da meia-noite e meia, pois havia vários trâmites burocráticos para fazer a troca do carro, com idas e vindas até a loja da Hertz dentro do aeroporto. Ou seja, enquanto nos EUA a Hertz dá upgrades sem que o cliente sequer os peça, aqui só fazem isso se o cliente for “exigente” ao ponto de não aceitar um carro defeituoso ou todo sujo. E ele ainda é penalizado com toda a canseira possível simplesmente por exigir um carro em condições apresentáveis.
Mas o pior veio no final de semana passado: Peguei um Mille que tinha uma ressonância de motor a aproximadamente 3.500 rpm. O carro tremia todo a aproximadamente 40 km/h em 2ª marcha, 60 km/h em 3ª marcha, 80 km/h em 4ª e 100 km/h em 5ª. Só percebi isso na estrada, voltando para São Paulo. Como eu ia pegar estrada para o interior, acordei no dia seguinte e fui ao posto da Hertz no Extra Anhangüera, que era o que estava mais no meu caminho. Chegando lá, a atendente informou que não tinha carro. Eu perguntei se ela não tinha carro nenhum, no que ela informou que tinha carro, mas que não tinha na minha categoria, que se eu quisesse trocar de carro, ou deveria pagar a diferença de tarifa ou então ir a outra loja da Hertz (!).
Perguntei a ela onde havia outra loja da Hertz, ela me informou que havia no Extra Jaguaré e no Aeroporto de Congonhas. Perguntei se ela sabia se havia carro de minha categoria em alguma destas lojas, ela disse que não sabia. Perguntei se ela poderia ligar para a loja do Extra Jaguaré (a mais "próxima", a mais de 10 km dali), só então ela pegou o telefone e ligou. Se eu não pedisse, o que ela esperava? Que eu peregrinasse por todas as filiais da Hertz de São Paulo para conseguir trocar o carro defeituoso que a empresa havia me entregado?
A loja Hertz do Extra Jaguaré tinha o carro, fui para lá trocá-lo. Minha esposa e minha filha ficaram “felicíssimas” com a notícia de que a viagem atrasaria em mais uma hora por conta disto. Chegando ao Extra Jaguaré, após todo o procedimento burocrático de fazer vistoria nos dois carros, reimprimir o contrato e assiná-lo, finalmente pude pegar estrada.
E as outras locadoras não são muito melhores. Uma vez reservei um carro na Avis e a locadora que nos EUA propagandeia "nos esforçamos mais" me deu um Celta com três anos de uso e 87.000 km rodados. O carro estava todo cheio de barulhos e marcas de abuso feitas por motoristas de suas centenas de locações anteriores.
Enfim, gostaria de entender como uma mesma empresa consegue ter níveis de atendimento tão distintos nos diferentes países. Enquanto nos EUA o cliente é rei, aqui no Brasil parece que estão fazendo um favor em locar um carro a ele. Acredito que seja diferença de maturidade do mercado, pois se a empresa agisse assim nos EUA, veria seu mercado minguar rapidamente. Também fico imaginando como deve se sentir um cliente estrangeiro, acostumado ao atendimento da Hertz fora do Brasil, ao de repente ser tratado desta forma aqui. Que impressão fica de nós?
O mercado de locação de automóveis no Brasil está crescendo. Com o barateamento das passagens aéreas, cada vez mais se viaja com a família de avião em vez de viajar de carro. E, ao chegar no aeroporto de destino, as altíssimas tarifas cobradas pelos taxistas abrem um enorme espaço para que as locadoras se tornem a opção mais viável para aqueles que chegam de viagem. Com todas estas oportunidades, ganhará mais mercado quem souber atender às expectativas de rapidez e simplicidade do cliente que acaba de desembarcar de um vôo.
No nível em que estamos atualmente, há muito a oferecer para cativar o cliente. Abra o olho, Hertz! Faça aqui o que você já faz muito bem nos EUA! Ou outra se esforçará mais e levará seus clientes no mercado brasileiro.

1 de ago. de 2012

Internet dá retorno?



Internet dá retorno?
Sempre que fico sabendo que alguém ainda coloca em dúvida o potencial comercial da internet fico imaginando: “Como pode, em pleno ano de 2012, alguém raciocinar como se estivesse em 1980?”

É claro que eu já escrevi sobre o poder da internet como mídia geradora de ROI nesse blog. E não estou sozinho nisso, há milhões de pessoas que já entenderam e tentam de inúmeras formas convencer as pessoas que decidem a “migrar suas cabeças para 2012”.
Então, isso é uma realidade que muita gente já entendeu, ufa !
Porém, não se sabe o motivo, muitas empresas continuam fechando os olhos para essa realidade, e seguem pensando e anunciando à moda antiga.
Há exceções; São as marcas que estão na dianteira dessa forma atual de anunciar e não é à toa que encabeçam campanhas inovadoras, colhendo lucros estratosféricos dessa ousadia.

Nos dias de hoje, quando o assunto é branding (marca), é melhor ser mídia do que contratar mídia.
A internet está aí para isso, muitas vezes grátis, mas sempre sem fronteiras.
Se a totalidade não for 100% gratuita, seguramente será muito mais barato do que gastar com espaços publicitários nos intervalos comerciais das tradicionais emissoras de TV.

Alguns ainda dirão: “Ah...mas internet não dá muito retorno se comparada com TV!”
Será verdade isso? De fato uma TV Globo tem uma força gigantesca, mas...

Por exemplo:
Numa visão inovadora voltada ao público entre 10 e 40 anos de idade, o ideal é combinar patrocínio esportivo com idéias espetaculares.

Exemplo:
A DC Shoes, uma marca de calçados, roupas e acessórios da empresa Quiksilver. Famosa por seus produtos voltados ao público do Skate, BMX, Snowboard, Surf, Motocross e Automobilismo (Rally) conseguiu, só com este vídeo (publicado dia 09/07/2012), atingir quase 4 milhões de visualizações na primeira semana. Agora, 01/08/2012 10:50 (menos de 1 mês depois) superou a marca de 24,5 milhões.

E esse então: http://youtu.be/4TshFWSsrn8 , foram mais de 45 milhões de exibições até agora..

O canal DC Shoes no site Youtube: 212.466.352 exibições.
Pense nisso: Esse canal exclusivo da marca foi visto mais de 212 milhões de vezes.
Algum canal de TV faz isso pelo seu dinheiro e pela sua marca? Confesso que não conheço !

Além do oficial, há inúmeros usuários que reproduzem esses vídeos bacanas em suas contas pessoais, então o número de visualizações desses conteúdos é gigantesco, talvez umas 5 vezes esse que apresento.

Claro que o Ken Block (o sujeito do vídeo) é um esportista diferenciado, e é claro que deve cobrar um bom dinheiro por esse patrocínio.
Mas não deve ser nada se comparado a TV, rádio, mídia impressa, etc. Não chega nem perto.
Hoje a união entre criatividade na produção de um bom vídeo, youtube como hospedagem para ele e um buzz nas redes sociais pode fazer o seu investimento em publicidade gerar um retorno incrível e imbatível.

Talvez se você souber explorar algo de um modo diferente você consiga números tão graúdos quanto esses.
Só você conhece o seu mercado e os seus clientes; Agrade-os que eles lhe agradarão !

Já vi muito marketing viral idealizado por agências de publicidade renomadas (e que cobram caríssimo) cair no fracasso total enquanto outras, muitas vezes bem simples e quase amadoras repercutirem de forma fabulosa e natural.

A verdade única é: Como você espera que a sua empresa atinja resultados diferentes fazendo as coisas sempre iguais?

27 de jul. de 2012

Teimosia no ambiente corporativo.

Teimosias no ambiente corporativo são quase sempre assim:



23 de jul. de 2012

Inovação não é receita pronta !



Um pássaro azul, um anão vestido de Chaves na Av. Paulista, um palhaço num zoológico, uma prostituta aceitando fiado.
Por vezes impactantes, por vezes mais aceitáveis. Mas independentemente de como isso é interpretado por cada um de nós, a verdade é que só reparamos naquilo que é diferente, que sai do comum, que destoa e que provoca.

Tendo isso como verdade, pergunto: Porque as empresas insistem em ser cada vez mais iguais as demais?

Não me refiro àquele comportamento humano onde a necessidade de ser diferente dos demais é tão grande que faz com que indivíduos se agrupem em torno de uma causa, tornando-os iguais.

No caso das empresas a questão está no que o seu corpo diretivo enxerga como caminho de sucesso.
Infelizmente a maioria vê isso como uma receita pronta, e inevitavelmente é sempre aquela que a concorrência utiliza.

Geralmente essa empresa cuja receita se tornou referência é aquela mais ousada. Assim ela é capaz de ditar as regras, controlar do mercado, fidelizar clientes, fortalecer a marca e vende muito mais. É a empresa inovadora.

Mas afinal o que é inovação?
Inovação é a simples iniciativa de pensar e fazer diferente.
Li outro dia essa frase que resume bem tudo isso: “Qualquer consultor em criatividade, redator publicitário ou inventor sabe que precisa de referências diferentes, fora da rotina, para ter ideias novas, criativas, ou transformadoras”.

São ideias contrárias que constroem o mundo.

20 de jul. de 2012

Como está o mercado? (Industrial)




No mercado industrial, não é difícil perceber que todo vendedor externo (fornecedor) sempre faz essa pergunta clichê para o cliente (normalmente depois de comentar sobre meteorologia): “E aí, como estão as coisas? como está o mercado?”

Como consumidor, eu sempre faço essa pergunta onde quer que eu vá, só para comparar as respostas dos vendedores dos diferentes mercados com o industrial.

Notei que a diferença entre, por exemplo, o mercado de automóveis e o mercado industrial está no entusiasmo / pessimismo envolvido.

- O vendedor do mercado automobilístico, quando questionado sobre mercado/vendas responde: “Estamos vendendo bem sim...como nunca !”
- Já o vendedor industrial sempre responde algo mais ou menos assim: “Deu uma caída boa viu. Talvez melhore, não sei não ! Muita gente está mal das pernas, revendas abaixando as portas, dispensando pessoal, comprando só o necessário”.

O mercado industrial é culturalmente pessimista, isso é inegável. Há por natureza o vício de reclamar sempre, de nunca dizer que está bem mesmo estando bem.
Você já viu algum empresário da manufatura admitindo que está lucrando de maneira estupenda?

Ao meu ver isso é um erro vital de ambas as partes, do cliente e principalmente do vendedor.
Se você quer vender bem, tem que fazer com que o seu cliente se sinta seguro e confortável.

Mercados e empresas só se fortalecem com o entusiasmo; Aquele radiante aos clientes, tudo e todos.

Talvez você nunca ouvirá um vendedor de imóveis reclamando do mercado. Um vendedor de automóveis, eletrodoméstico, tratores, de sistemas para irrigação, trens e vagões, alimentos.
Se reparar nesses exemplos, vai perceber que todos eles estão ligados direta ou indiretamente aos mercados mais fortes, os mais evoluídos.

Porque será?

Querendo ou não, consumidores tem comportamento similar ao de uma "boiada". O que um faz, os demais repetem.

Reflita sobre o tema e adote uma postura otimista, já !
Caso contrário, qualquer crise no mercado financeiro na Zâmbia afetará os seus negócios aqui.

28 de jun. de 2012

Só será possível atrair mais clientes oferecendo diferenciais reais.




Seja no segmento de material elétrico, matérias primas, hidráulica, pneumática, peças mecânicas, etc. O ramo industrial é seguramente o mais imaturo e até amador quando avaliamos as relações comerciais e estratégias de marketing.

Exceto para clientes fidelizados; Geralmente nas empresa menos conhecidas, os clientes chegam por intermédio de site.
É evidente que esse comportamento não faz da sua empresa a única escolha, com certeza o cliente acessará mais alguns outros sites do mesmo segmento (seus concorrentes).
Estes clientes “disparam” solicitações de cotações e, aquele que responder mais rápido e com o melhor preço ou resposta, ficará com o pedido.
Isso é quase que uma regra nos dias atuais.
Porém, na contra mão desse conceito, há outros atributos que facilitam a compra, diferenciais que ajudam o cliente a optar por uma empresa ou então comprarem por impulso.
Você sabe que o atendimento da sua empresa não é o mais rápido do mercado (devido à “caça” de informações, negociações com fornecedores, problemas de logística, entre outros), talvez até os seus preços não sejam necessariamente os menores (principalmente nos materiais cujos fornecedores você não possui uma sólida parceria), não tem o maior e mais variado estoque, não divulga benefícios como entregas sem custo, não parcela as compras para pessoa física, não esta localizado no “centro nervoso” do comércio local (por exemplo a rua Sta.Ifigênia na cidade de São Paulo, que dá ao cliente a falsa impressão do menor preço para produtos eletro-eletrônicos), etc.
Assim, a sua taxa de conversão é muito baixa. (Taxa de conversão = Número de vendas comparado a quantidade de orçamentos realizados).
Você pode até possuir bons preços para alguns itens, claro e ótimo! Mas apenas isso torna o seu negócio muito vulnerável. Ou seja, bastará algum concorrente negociar melhor com os fornecedores, repassar isso para o preço final do produto e pronto, você perderá vendas para ele sem saber.
Acredito nos seguintes perfis na maioria do clientes no ramo industrial:

- Com novos projetos (fabricantes de máquinas, instalações): São impulsionados por preços baixos, mas precisam de qualidade do produto;
- Multinacionais e estatais: Optam pela marca de maior prestígio;
- Manutenções: Preferem velocidade no atendimento e prazo de entrega imediato (os famosos casos de máquina parada);
- Autônomos: São os que precisam de facilidade no pagamento (parcelamento no cartão);
- Consumidores finais: Optam pelas lojas que oferecem suporte especializado, precisam de segurança para comprar (em alguns casos, instalação grátis);
- Revendas: Preço e prazo, só isso basta para elas.
Não podemos tratar todos os perfis de clientes como se fossem iguais.
Pensando nisso, talvez você possa oferecer alguns pontos além do preço propriamente dito:

01 – Promoção mês de junho com frete grátis. Para pedidos acima de R$ 1.000,00 dos clientes da Grande São Paulo, entrega grátis (prazo de entrega de 3 dias úteis).
02 – Pacotes de descontos, exemplo: Na compra do produto + acessório, ganhe 10% de desconto no produto.
03 – Manutenções (casos de máquinas paradas), frete único no valor de R$ 60,00 na Grande São Paulo, entrega em até 4h após confirmação do pagamento.
04 – Suporte técnico local.
05 – Entrega técnica (entrega + instalação).
Seja qual for a sua idéia, ela deve apresentar diferenciais competitivos ao mercado.
Você deve divulgar esses benefícios massivamente.
Mas jamais se acomode, os seus concorrentes também vão criar esses diferenciais e até outros melhores. O importante é usar a criatividade e inovar.

6 de jun. de 2012

Personalidade não se vende.


Será?



Você certamente já ouviu falar em “traços da personalidade”, não?
Achei na internet um texto que resume bem a coisa:
Esses “traços” são características básicas que influenciam os nossos pensamentos, sensações e principalmente nosso comportamento.
Temos como exemplos a agressividade, generosidade, desconfiança, curiosidade e a timidez.

Os cinco principais traços que nos ajudam a entender a relação entre a personalidade e o comportamento são:

- Abertura para novas experiências.
Quem tem abertura a novas experiências é em geral criativo, curioso, liberal e sempre em busca de novidades.
Quem tem baixa abertura é conservador, pragmático e convencional.


- Conscientização da relevância das tarefas.
Quem tem alta conscientização da relevância das tarefas é organizado, pontual e perseverante.
Quem tem baixa é desorganizado, negligente e preguiçoso.


- Extroversão.
Quem tem alta extroversão, é afetivo, falante, sociável e gosta de se divertir.
Quem tem baixa extroversão é reservado, quieto e tem dificuldades em expressar emoções fortes.


- Sociabilidade
Quem tem alta sociabilidade confia mais nos outros, é generoso, flexível e tolerante.
Quem tem baixa pontuação costuma ser enfezado, desconfiado e crítico em relação a outras pessoas.


- Neuroses da personalidade
E por fim, quem tem o neuroticismo elevado é ansioso, temperamental e emotivo.
Quem tem baixo neuroticismo é equilibrado, calmo e não emotivo.



Onde eu quero chegar com isso?

Se você pretende trabalhar em qualquer lugar com alguém que não seja para você mesmo; Em todo ambiente corporativo há um comando, um dono, uma diretoria ou uma presidência.
E é óbvio que muito do alto comando (CPF) é transmitido para as atitudes da empresa (CNPJ). Atitudes, posturas, ética, valores, etc.

Quanto mais os seus traços de personalidade “casarem/baterem” com os traços da empresa (ou seja, do corpo diretivo da empresa), melhor será para você.

Escolha e programe o seu novo local de trabalho ou promoção no seu atual emprego sempre pensando nisso.
Importante: Você nunca mudará uma condução empresarial, ao menos que faça parte do alto escalão (grupo de decisão). Ao mesmo tempo, é praticamente impossível mudar os seus próprios traços de personalidade; Portanto, o melhor a fazer é encontrar uma empresa que tenha alguns pontos em comum contigo.

Ah! Fuja das pesquisas típicas de melhores empresas para se trabalhar. Aquilo é marketing.

4 de jun. de 2012

Uma idéia nunca é coletiva.

 
Afirmo: O principal dificilmente pode ser feito em equipe

Sei que esse texto pode parecer individualista e egocêntrico, mas antes de criticá-lo, reflita.

Ao longo de muitos anos a maioria foi condicionada a trabalhar em equipe, obviamente a disseminação desse conceito foi responsável por muitos frutos, desde o início do sistema de cultivo agrário, aquele pré-industrial, até
as atuais megaempresas de um mundo globalizado.

Trabalhar em conjunto é sempre melhor! Mas porque é tão difícil?

Essa pressão por objetivos, metas e vitórias fazem com que muitos dos ambientes produtivos e teoricamente eficientes desperdicem enormes quantidades de esforços na busca pela integração e adoção do formato equipe, grupo, coletivo, etc.

Desta forma, desde sempre, repare que há inúmeras coisas impossíveis de serem feitas com "4 mãos" ou mais.
Ninguém é capaz de escrever um livro, criar um conceito, propor uma tese, produzir uma obra de arte, elaborar teorias, apresentar uma palestra, gerênciar um negócio, elaborar uma estratégia ou desenvolver qualquer trabalho intelectual em grupo. Não há como, definitivamente.
Claro que em todos estes desenvolvimentos, muito do trabalho é executado em grupo, principalmente no que diz respeito às referências e sequência. Mas a essência do trabalho tem uma identidade, uma linha de pensamento singular, uma origem única e individual que parte de um estímulo combinado à iniciativa; E esse jamais surgirá em todos os membros de uma equipe ao mesmo tempo.

Depois dessa iniciativa inicial, ai sim cada membro do grupo poderá contribuir com seus conhecimentos e conceitos próprios, mas a origem é sempre unica.

Uma idéia nunca surge na cabeça de mais de uma pessoa ao mesmo tempo !


 

1 de jun. de 2012

Sebo nas canelas !




Esse tema não é mais segredo para ninguém.

Muitas vezes não reparamos no comportamento dos consumidores, inclusive quando compramos.
Seja um consumidor pessoa física ou uma empresa que revenderá os produtos, é a mesma coisa.

Só adquirimos um produto ou contratamos um serviço por um desses dois motivos: Impulso ou necessidade.

A primeira forma, por impulso, é geralmente aquela estimulada e fomentada através dos benefícios que “saltam aos olhos”. É aquele tipo de compra feita porque o cliente enxergou no produto algo que ele deseja, e não necessariamente o que ele precisa.

Já a outra forma, por necessidade, é diferente. O consumidor opta por um produto ou até mesmo por uma loja pela simples conveniência oferecida, e geralmente esta é atribuída ao preço e a velocidade na apresentação de uma solução.

Não há apelo comercial, não há publicidade envolvida, não há impulsos externos, estímulos explícitos ou implícitos, nada.
Há apenas a necessidade de resolver um problema com algo que seja rápido e possua baixo custo (e obviamente que funcione). Simples assim, é direto !

Como hoje em dia os custos e as margens aplicadas são geralmente equivalentes entre os concorrentes, variando pouco de um ponto de venda para outro, o quesito “velocidade na solução” nunca esteve tão fortalecido.

Sendo assim, pergunto: Quanto tempo você é capaz de esperar por uma solução para o seu problema?

Se a sua operadora de internet deixar de funcionar, quanto tempo você é capaz de aguardar pacientemente por uma solução?
E se o seu vôo atrasar, seu celular travar, seu carro apresentar um barulho irritante, a calha do telhado da sua casa começar a gotejar, seu filho desejando um novo vídeo game te lembrando disso todos os dias, seu cachorro precisando de um banho e tosa, sua vizinha reclamando de vazamento da sua casa na casa dela, seu relógio sem bateria, seu ventilador quebrado no verão, uma dor de dente repentina, etc.

A resposta analítica é simples: Dependerá do problema, claro! (da gravidade desse problema).

Quando estamos vendendo, esse “depende” já estará julgado quando o cliente for lhe procurar, afinal, a iniciativa de encontrar uma solução já foi tomada por ele mesmo.
Ele chegou até você e está esperando uma solução, uma ajuda sua.

Desta forma, caberá a você vendedor, corresponder às expectativas do seu cliente o mais rapidamente possível.
Todos os demais pontos que envolvem um bom atendimento comercial já estão sendo feitos por toda a sua concorrência, virou obrigação.
É uma verdadeira corrida daquelas de 100 metros rasos, onde quem for o mais rápido vence.

Saia na frente, chegue na frente !

16 de mai. de 2012

Curso rápido de economia - Capital de giro.



Um viajante chega numa cidade e entra num pequeno hotel.
Na recepção, entrega duas notas de R$100,00 e pede para ver um quarto.
Enquanto o viajante inspeciona os quartos, o gerente do hotel sai correndo com as duas notas de R$100,00 e vai até o açougue pagar suas dívidas com o açougueiro.
Este pega as duas notas e vai até um criador de suínos a quem, coincidentemente, também deve R$200,00 e quita a dívida.
O criador, por sua vez, pega também as duas notas e corre ao veterinário para liquidar uma dívida de R$200,00.
O veterinário, com a duas notas em mãos, vai até um pronstíbulo próximo quitar a dívida com uma prostituta.
Coincidentemente, a dívida era de R$200,00.
A prostituta sai com o dinheiro em direção ao hotel, lugar onde às vezes levava seus clientes e que ultimamente não havia pago pelas acomodações. Valor total da dívida: R$200,00.
Ela avisa ao gerente que está pagando a conta e coloca as notas em cima do balcão.

Nesse momento, o viajante retorna dos quartos, diz não ser o que esperava, pega as duas notas de volta, agradece e sai do hotel.

Ninguém ganhou ou gastou nenhum centavo, porém agora toda a cidade vive sem dívidas, com o crédito restaurado e começa a ver o futuro com confiança!

Não quero ser pessimista, mas será que não estamos vivendo num cenário desses?
 

Dica: Não queira entender economia !