6 de abr. de 2010
5 de abr. de 2010
Home office ainda é visto como uma modernidade nada funcional.
Encontrei esse num blog que até então desconhecia, porém o texto está em total alinhamento com o que penso sobre Home Office, acompanhem:
Home office: cultura que pesa.
http://perolasdasassessorias.wordpress.com/2010/04/04/cultura-que-pesa/
É preciso ter disciplina
Em uma das manhãs, em meio à baderna que tomou conta da cidade, trabalhei de casa. Liguei para a agência e avisei que estaria conectado. Aproveitei e mandei uma frase no twitter: “Ótimo dia para as empresas discutirem e pensarem melhor no home office como futuro nas grandes metrópoles não?”.
Para minha surpresa, essa mensagem foi replicada 18 vezes. E isso representa alguns sinais. O primeiro é que hoje os profissionais precisam ter mais liberdade de locomoção e horário. Esperam por isso. Mas esbarram ainda na cultura empresarial voltada para a presença física ou nos entraves jurídicos trabalhistas na legislação.
Algo, para mim, completamente relativo. Sempre digo que uma pessoa pode passar entre 8 e 12 horas em uma empresa sem fazer absolutamente nada. E o pior: os companheiros podem achar que estou produzindo horrores. Afinal, o que garante a produtividade? Qual a melhor forma de medi-la. Vendo o funcionário trabalhando ou acompanhando a evolução da entrega de seus projetos e jobs, do relacionamento dele com os clientes, do desenvolvimento de ideias e soluções? Isso tudo, claro, exige a presença física para reuniões, alinhamentos, entre outras definições. Mas é necessário estar fisicamente o tempo inteiro?
O segundo é a amplitude do tema. Já citei aqui sutilmente um post de Steve Rubel apontando uma lista com 10 trabalhos que podem ser realizados de qualquer lugar. Isso é de julho do ano passado. Esse número certamente cresceu. Sem contar o volume de ferramentas disponíveis que colaboram e permitem o trabalho remoto.
Outro dia mesmo participei de uma reunião virtual utilizando uma ferramenta free, que permite compartilhar até uma apresentação em ppt ou o que você estiver visualizando na sua tela com as demais pessoas penduradas na conferência (a versão gratuita tem limitação para 3 pessoas). E essa é apenas uma das tantas que estão disponíveis na web.
É bem verdade também que ainda temos sérios problemas de conectividade e instabilidade nos serviços web. Mas essa é apenas uma das pontas da questão e, óbvio, precisa ser considerada. Há, ainda, a liberação das redes privadas virtuais (VPNs), algo bastante temido pelos profissionais de tecnologia da informação. Soma-se a isso a estrutura (ou falta dela) de que dispõe o colaborador em sua casa.
A questão que fica é: será que os colaboradores já estão preparados para esta realidade? Esse modelo de trabalho remoto exige muita disciplina do profissional. A cama parece chamar o tempo inteiro. A geladeira ao lado repleta de guloseimas que podem ajudar a ganhar alguns quilos. A TV tirando a atenção rapidamente.
Ajustar-se a essa rotina não é nada fácil. Em determinados casos, isso pode ser mais prejudicial do que realmente produtivo. Ficar sozinho, isolado, não é fácil. As pessoas precisam de contato pessoal. Lembro de um período de problemas de saúde. Fiquei três meses em casa e, por vários momentos, senti muita falta daquele papo com os colegas, cafezinho, etc.
De quaquer forma, está mais do que na hora das empresas repensarem o modelo “eu quero os funcionários aqui todos os dias”. Nos Estados Unidos principalmente, o tema vem ganhando muita força. Por aqui ainda estamos engatinhando quando falamos sobre trabalho remoto. Apenas algumas multinacionais, com cultura americana, já utilizam esse recurso, citando, inclusive essa possibilidade no processo de admissão.
As organizações devem fazer alguns testes e garanto que sentiriam grande diferença na produtividade e nos resultados finais – inclusive de custos fixos. Os resultados podem ser surpreendentes. É bem provável que haja um ganho para os dois lados: a empresa reduz custos e ganha um funcionário mais produtivo. O colaboradore terá mais qualidade de vida. Sem testar, fica difícil descobrir. Mas essa é uma boa equação, não?
Ah, quase esqueci. A mídia bem que podia comprar essa “pauta” com mais empenho, não?
19 de mar. de 2010
Empresa mequetrefe contrata

Sexta-feira
VAGA: Analista de marketing
Perfil da vaga
* Alto grau de energia e auto-motivação;
* Nível Superior Completo em escolas de primeira linha e com pós-graduação;
* Lidar com pressão;
* Foco em resultados;
* Bom nível de comunicação interpessoal;
* Disponibilidade para viagens;
* Inglês fluente.
O que realmente oferecem:
- Salário de R$2.500,00 (sendo que R$500,00 é por fora)
- Plano de saúde (que na verdade é descontado integralmente do seu salário)
- Participações e bônus (inventam alguma regra maluco onde menos de 5% dos colaboradores recebem o benefício)
- Alimentação (um restaurante no local onde cobram um valor irrisório por refeição R$3,00 e a qualidade deixa muito a desejar)
O que podemos observar neste caso:
* Alto grau de energia e auto-motivação;
Vão exigir muito mais de você do que dos outros "macacos velhos". Além de ter que se auto-motivar, pois não virá nenhum incentivo da empresa para isso.
* Nível Superior Completo em escolas de primeira linha e com pós-graduação;
Além de superior completo, exigem ser graduado em instituições de 1ª linha e para completar uma pós-graduação. Não importa em qual curso, não importa a área, não importa nada além de certificados com logotipo de faculdades ou universidades tradicionalmente caras. Para completar o bolo vem a cereja: R$2.500,00 de salário.
* Lidar com pressão;
Aqui cravam ainda mais a coisa. "Depois não venha dizer que não esta estressado ou farto"
* Foco em resultados;
Não me diga? Pensei que era uma empresa focada nos prejuízos.
* Bom nível de comunicação interpessoal;
O candidato tem que ser político, boa praça, educado, amigão, feliz e parceiro.
* Disponibilidade para viagens;
Vão te explorar enviando-te para vários lugares. no começo você vai gostar, contará para mamãe e para os amigos, depois se entediará de ficar sozinho e longe da sua casa, amigo e família. Te enviarão para hotéis duvidosos, trabalhará em jornada dobrada e não ganhará hora extra por isso.
* Inglês fluente. Ainda tem que saber inglês. Certamente não utilizará isso em mais do que num e-mail e três ou quatro manuais por ano. Viajará só dentro do país, falando com gente estressada dentro e fora da empresa.
"Parabéns, você está contratado". E obviamente, "Te vejo na segunda-feira".
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27 de jan. de 2010
O estudante profissional em crise

A competitividade, as cobranças diárias por resultados, as metas, os desafios, o individualismo, a convivência no coletivo, o corporativismo, o colaborativo e muitas outras peças do ambiente comercial e produtivo de uma empresa fazem com que os principais protagonistas destes departamentos sofram uma espécie transformação psicológica, fazendo do ambiente de trabalho um “reality show”.
O Aprendiz, Big Brother, No Limite e A Casa dos Artistas. Mesmo não tendo assistido a estes programas, você leitor e sobrevivente desta moderna e igualmente perigosa selva, os escritórios, saberá identificar cada passo que virá a seguir, acompanhe:
Tudo começa no recrutamento. Qualquer cidadão que passa por uma entrevista pessoal ou até mesmo uma dinâmica em grupo sofre da síndrome de “O Aprendiz”, ou seja, ele sente a necessidade extrema de mostrar que é profundo conhecedor de algo específico, que está super preparado até mesmo para assumir o mais alto cargo da empresa, que é o melhor naquilo que faz, que possui um vasto vocabulário e que é um líder nato.
No fim das contas esse super candidato acaba dispensado e volta para casa com a sensação de que a empresa em questão só pode estar errada, afinal, ele segue o que o programa e a vida acadêmica passam e que é a enorme verdade para ele e milhões de brasileiros. Prepare-se sempre.
Alguns vivem se preparando e nunca ficam prontos, outros só acreditam que devam ingressar no mercado de trabalho após concluírem seus 3 cursos de graduação, 5 pós-graduações, 10 especializações, reciclagens, etc. Ou seja, são estudantes profissionais. Ficam velhos e inexperientes para assumirem qualquer função no mundo corporativo e acabam ocupando cadeiras de docentes em instituições de ensino particulares, isso na melhor e mais digna das hipóteses.
Para as instituições é um ótimo negócio. Mão de obra farta e qualificada, salas de aulas cheias, cursos e mais cursos para comercializarem.
Não sou um ignorante completo que considera a formação acadêmica uma bobagem. Pelo contrário, conheço inúmeros casos de que “estar preparado, na hora certa e no lugar certo” transformaram pessoas quase que comuns em profissionais de enorme sucesso. É fato que estudar, se especializar e se reciclar é a chave para muitos empregos, cargos e pessoas.
Mas não dá para atribuir o sucesso ou o fracasso profissional de alguém pelo quanto este estudou tradicionalmente em uma sala de aula. Definitivamente não dá.
Só se preparar não lhe garantirá nada. Não é garantia do seu ingresso para o seleto grupo dos “bem colocados” e “bem sucedidos”.
Você pode perguntar: “Mas então o que se deve fazer?”.
Desenvolva o seu lado humano, saiba trabalhar em equipe, administre seus problemas, quando necessário tenha iniciativa e liderança, seja ágil e flexível. Saiba resolver “suas buchas” e até alguns algumas dos outros, sejam elas pessoais ou profissionais. Essas coisas não te ensinam num curso tradicional.
Várias instituições incluem disciplinas relacionadas aos relacionamentos humanos em suas grades, mas não fazem isso da maneira correta. Acabam por estimular a competição ferrenha e no melhor estilo “Mad Max”, onde a sua sobrevivência e sucesso está diretamente ligado ao fracasso do outro.
Ser disposto, humano e atuante e é o que mais ajuda os profissionais nos dias de hoje.
Pense bem, um bom bate papo com pessoas variadas e até mesmo leituras de livros que contam casos reais fazem com que você aprenda muito mais sobre qualquer coisa, não é mesmo?
Todo mundo é autodidata, basta praticar. Comece pelos temas que você gosta. Agora!
Se bem que talvez já esteja fazendo isso, lendo esse blog.
Mas há uma tendência bem animadora, o mercado do estudo profissional está em crise. A maioria das faculdades e universidades pararam de expandir suas unidades e a quantidade dos cursos como fizeram entre os anos de 1990 e 2008, e passaram a investir em qualidade em 2009 e 2010.
Ufa! Talvez estejamos salvos.
Repararam que as universidades e faculdades:
- Até 1990, vendiam sua história e credibilidade (com tradicionalismo);
- De 1991 até 1998, vendiam variedade (com vários cursos de graduação);
- De 1999 até 2001, vendiam localização e acesso (com expansão dos campus e 2 vestibulares por ano);
- De 2002 até 2005, vendiam estrutura (com o apelo de ser a mais moderna e completa);
- De 2006 até 2007, vendiam baixo custo (com o apelo de cursos extensivos, semi-presenciais, de baixo custo, bolsas etc);
- De 2008 até 2009, venderam especializações (com farta oferta de pós-graduações);
- A partir de 2009, vendem qualidade no ensino (melhores professores, parceria internacionais etc).
O que ocorrerá com esse mercado no futuro?
4 de jan. de 2010
Reflita antes de falar
Num fórum internacional, o senador Cristovam Buarque refletiu sobre o tema em questão e procurou através de argumentos para lá de sólidos mostrar o seu ponto de vista sem utilizar artifícios efusivos, palavras fortes, etc. Tampouco utilizou um discurso politicamente correto ou fez uso de "rasgação de seda", tapinha nas costas, panos quentes, etc.
3 de dez. de 2009
Cisne Negro, Vaca Roxa e Lady Gaga
O que esses seres ímpares têm em comum?
O Cisne Negro, segundo o autor Nassin Nicholas Taleb, é um evento que possui três atributos básicos: primeiro está fora dos padrões, é algo que escapa ao que é esperado de um negócio, empresa, serviço, produto ou pessoa; segundo causa um grande impacto quando aparece ou é percebido e terceiro apesar de ser algo totalmente novo faz com que nossos cérebros encontrem uma explicação para sua aparição, transformando-o em algo totalmente previsivel e explicável. Mas só depois que ele aparece, lógico.
Resumindo: algo único, de grande impacto e com previsibilidade retroativa (adoro essa expressão, é o famoso “como ninguém pensou nisso antes?”)
Já a vaca roxa é um conceito desenvolvido por Seth Godin (visite o blog!) que sugere a diferenciação extrema nos produtos e serviços. Ele exemplifica que se você estiver em uma estrada e passar por pastos ao longo do caminho, pode até prestar atenção nas vacas mas, repetição após repetição, cada vez mais sua atenção e distinção de cada animal será menor chegando as vezes até a anulá-las da paisagem. Não interessa se uma vaca em especial é saudável ou não, se ela dá muito ou pouco leite, se é uma grande campeã ou apenas uma humilde ruminante anônima.
Isso acontece também nos negócios. Com a massiva oferta de produtos ou serviços muito parecidos ( a chamada comoditização) cada vez mais sua empresa se iguala a uma vaca. Seja ela especial ou não.
Agora imagine que durante essa mesma viagem você se depara com uma vaca roxa, pastando calmamente junto a outras vacas. Qual seria sua atitude? Prontamente prestaria muito mais atenção. Provavelmente comentaria com os passageiros, talvez até parasse para tirar uma foto. E sem dúvida contaria para quem você encontrasse depois.
E Lady Gaga? Bem, essa mistura de madonna, marilyn mason, bjork, britney spears e eticetera fez justamente isso. Transformou-se em um belissimo cisne negro adotando a teoria da vaca roxa. Acabei de ver um video dela no youtube na época em que era apenas uma cantora comum (assista aqui), voz maravilhosa, rosto bonito, música boa. Mas tudo isso não bastou. Ao assistir ao video pergunte-se: Com quantas outras cantoras de diversas épocas eu poderia compará-la? A resposta que aparece é uma enxurrada de nomes de sucesso. Agora veja este video de Lady Gaga (aqui) e faça-se a mesma pergunta.
E seu cérebro com tudo isso?
Simples. A porta de meu escritório tem 1,93 de altura!
Confuso? Pois a simples inclusão de uma frase totalmente fora do contexto fez com que seu cérebro disparasse uma série de processos de identificação e enquadramento em busca de significado que o fizeram mais atento e curioso. Ele passou a utilizar mais recursos, neurônios e sinapses do que o que vinha usando até agora para ler este artigo e muito provavelmente até sua satisfação aumentou.
Megahiperultradica:
Confusão cria
atenção que cria
compreensão que cria
atração.
Incrível né? Portanto pegue seu balde de tinta roxa, cola, penas negras e a roupa mais bizarra que você tiver em seu guarda roupa e vá a luta! (ou será que você é apenas uma mimosa?)
Afinal, o céu é azul pela reflexão da luz nas particulas de oxigênio! (confuso de novo? hehehe)
7 de out. de 2009
Brincadeira saudável

Em todo o ambiente de trabalho devemos reservar um tempo para a descontração, isso torna a convivência com seus colegas bem como suas rotinas do trabalho muito mais leves.
Obviamente, até por um instinto natural, os seres humanos costumam utilizar os recursos de brincadeiras como ferramentas de interação objetivando uma comunicação mais intimista , alegre e envolvente. Tais atitudes visam transformar o "amargo" ambiente de trabalho em um local mais agradável. Faz parte da famosa "quebra de gelo".
Mas nem tudo são flores no selvagem ambiente corporativo. Num local onde 10 pessoas executam funções similares, haverá aqueles que se julgam sobrecarregados, os mais sensíveis, os deprimidos, os bobalhões, os falsos moralistas, os que adotam conduta militar, os liberais, os recatados, os sabichões e os limitados. Por mais que você queira uma equipe nivelada e alinhada aos objetivos e premissas da empresa, sempre será assim, alcançará uma equipe com excelentes profissionais, mas com personalidades completamente diferentes.
É assim inclusive entre irmãos de uma mesma família, a personalidade é como uma impressão digital onde o comportamento, a moral, a ética e os valores jamais se assemelham aos dos outros.
Para absorver essas diferenças, a convivência entra com um de seus maiores trunfos, a revelação das personalidades. E é através disso que podemos saber com quem trabalhamos e até onde podemos chegar numa conversa mais pessoal, na revelação de um segredo, no compartilhamento de uma informação exclusiva, na confiança, enfim, na possibilidade de evolução para uma amizade.

É claro que tudo possui um limite e basta a nós sabermos até onde podemos chegar e o quanto disso podemos dosar.
O profissional esperto, e neste caso esperteza para o bem e não para o mau, utiliza o seu senso crítico, sua perspicácia e sua sensibilidade a seu favor. Adota uma postura flexível e mostra-se disposto a tornar a convivência com seus colegas mais agradável.
Até agora, ficou claro que a parte "ativa" é fácil, todo mundo sabe como proceder para obter sucesso neste sentido.
O problema acontece quando a parte "passiva" deste relacionamento decide não interagir, ou então interagir de forma estranha.
Vamos observar o caso a seguir: (nomes fictícios)
- Marcelo é um cara brincalhão, comunicativo, sempre sorrindo e sempre disposto a ajudar e não é exagerado (sem noção).
- Renato é mais quieto, mas um cara bacana e aberto a brincadeiras.
- Vinícius é do tipo certinho, não aceita brincadeiras pois para ele trabalho significa 100% dedicação.
Os 3 são excelentes profissionais, sempre apresentam resultados maravilhosos e se destacam no que fazem.
Marcelo, esperto que é, brinca apenas com Renato, com Vinícius ele mantém um relacionamento estritamente profissional. Mas apesar da seriedade com que se tratam, ambos não tem do que reclamar sobre a conduta do outro.
Mas uma coisa acontece, Vinícius não consegue entender como Renato e Marcelo agem, e nisso elabora 1.000 motivos e teorias para justificar a sua convicção, a que o modo deles interagir incomoda o bom andamento de todo o departamento, dos demais membros da equipe e do seu próprio trabalho e de toda a empresa como um todo.
Agora, você leitor me responda:
- Diante de 1 vaga de emprego, você como empreendedor, contrataria qual dos 3 para o seu time? E para 2 vagas?
- Como você costuma agir no ambiente de trabalho?
28 de set. de 2009
Cara de um...
6 de ago. de 2009
Adolescentes não gostam do Twitter
Fonte: Texto retirado do site Vooz pelo link

No mês de junho o Twitter alcançou 10.7% de todos os usuários de Internet, mas se você tem idade baixo de 25 anos e utiliza o Twitter, você não é responsável pelo crescimento estrondoso do site.
A Nilsen Company divulgou o resultado de uma pesquisa que confirma o que foi dito por Morgan: Adolescente não tuitam (enviam mensagens no Twitter).
A Nielsen compilou dados do seu relatório sobre rankings na internet onde constam aproximadamente 250.000 usuários e descobriu que existem poucos adolescentes no Twitter e deste relatório 25% dos usuários são adolescentes e jovens adultos (abaixo de 25 anos).
No entanto, no mês de junho a somente 16% dos usuários do Twitter eram adolescentes.
A Nielsen, no entanto, só mediu os usuários que acessam o site diretamente, mas pesquisas relacionadas ao cliente TweetDeck, um dos mais utilizados, confirma que mais de 90% de seus usuários tem acima de 25 anos, o que confirma a teoria de que adolescentes usam pouco o Twitter.
Morgan Stanley, de 15 anos, já havia relatado suas experiências e a de seus amigos com o Twitter dizendo que eles não estavam aderindo ou permanecendo no serviço por diversos motivos, o principal deles no meu ponto de vista é: relevância.
Eles não eram correspondidos da forma que desejavam e acabavam abandonando o Twitter por algo, digamos, mais responsivo.
Não acho que este dado represente nenhum perigo para o Twitter mesmo porque, estes adolescentes vão crescer.
Não é correto dizer que adolescentes e crianças não possuam conteúdo, mas o Twitter não é uma ferramenta para quem simplesmente quer bater papo.
5 de ago. de 2009
Você é conservador, eu aposto.
Todos nós sabemos que ela significa um modelo, uma representação de um padrão a ser seguido.
Outra verdade largamente conhecida por nós é a necessidade de descobrir o novo, de romper antigos conceitos de se reinventar.
Somos diariamente estimulados a eliminar o que é antigo para dar espaço às novidades, ao novo. É um conceito perfeito para o consumismo necessário no sistema capitalista.
Não criticarei esse sistema econômico, pelo contrário. Nasci sob tal cultura, sou o fruto deste sistema, aprendi a lidar com ele e convivemos muito bem.
No fundo, todos somos assim. Adoramos uma novidade, um lançamento, um desconto, uma promoção.
Vamos sair da esfera econômica e partir para o conceitual, melhor ainda, o design.
No ritmo de crescimento e amadurecimento social, novidades na área do design nos atraem.
Qualquer produto que venha para quebrar um paradigma é super bem aceito. Seja uma embalagem, seja um produto acabado.
Isso funciona em 99% dos casos, exceto por um ramo, o automobilístico.
Para não me alongar demais neste texto, vou me conter a analisar apenas o comportamento do consumidor brasileiro.
Este também é 99% a favor de mudanças e também consome novidades de conceitos e design em detrimento a qualidade do produto ou serviço. Mas jamais utilizará isso quando o assunto for automóvel.
Automóveis de respeito seguem uma cartilha, acompanhem:
Formato – Cor - Perfil
Sedan grande – preto – rico
Sedan médio – prata – recém casado com filhos
Sedan pequeno – chumbo – solteiro que comprou o carro do próprio pai
Hatch grande – azul – esportista
Hatch médio – ameralo – músico
Hatch pequeno – vermelho – jovem
Pickup grande – marrom – fazendeiro
Pickup pequena – branca – trabalhador (Furgão idem)
Van – preta ou prata – transporte de executivos
Van – azul ou verde – transporte de turistas
Van – branca – transporte público ou médico
SUV grande – preta – rico
SUV média – vinho – emergente social
Bom, vou parar por aqui com essa lista para resumir de um modo melhor. Experimente sair na rua e contar quantos carros coloridos e quantos carros do império preto e cinza existem?
Todo mundo segue o mesmo padrão. Preto ou cinza. Mas é claro que muitas montadoras inventam cores que não existe como chumbo, cinza monarca, preto persa, cinza boreal, quartzo, entre outros cinzas.
Agora, quando o desenho do carro foge aos modelos tradicionais como hatch, sedan, SUV, monovolume, targa, cabriolet, pick-up, ah! Ai sim a coisa muda de figura totalmente.
Você vai me dizer que não, que é um cara para frente e que enxerga num carro com design diferente a sua primeira possibilidade de comprar. Que é um cara de vanguarda e que jamais seguirá padrões.
É mesmo Sr. Pra Frente, então experimente avaliar se gostou do Kia Soul? A foto está logo abaixo.

Apenas 12% dos meus amigos aprovaram de primeira. Outros 20% comprariam como segundo carro ou então mediante preço muito atraente.
Eu adorei.
